terça-feira, 18 de maio de 2010

"WEEK END" DE JEAN-LUC GODARD DIA 24/05/10

"WEEK END"
Original: Week End, 1967
Direção e Roteiro: Jean-Luc Godard
Fotografia : Raoul Coutard
Com Mirelle Darc, Jean Yanne, e Jean-Pierre Kalfon.
Argumento : Um casal ambicioso e inescrupuloso planeja uma viagem ao interior da França, na tentativa de conseguir uma herança. No meio do caminho, encontra estradas completamente engarrafadas, acidentes automobilísticos graves, personagens de histórias infantis e guerrilheiros. O que se segue é uma constante e complexa reflexão sobre o modo de vida burguês e os contrastes sociais sublinhados pela sociedade de classes.
Importância Histórica: Comédia satírica e política de Godard, um dos maiores nomes do movimento Nouvelle Vague que revolucionou o cinema. “Week End” é um dos filmes mais importantes do movimento e da própria filmografia de Godard pela sua narrativa revolucionária que marcou definitivamente todos os filmes deste grande diretor que este ano completa 80 anos de idade.

SESSÃO ACCPA/IAP
"WEEK END"
SEGUNDA-FEIRA DIA 24/05/10
CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
AUDITÓRIO DO IAP (INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ)
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE O PÚBLICO E CRÍTICOS DA ACCPA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA

Próximo Programa: “LUZ DE INVERNO” de Ingmar Bergman

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"BASTIDORES DO TEATRO" DIA 17/05/10 ÀS 19 H

"BASTIDORES DO TEATRO"
Um importante percurso didático pelas diversas faces da arte teatral. Das primeiras etapas de preparação de uma montagem (escolha do texto, leitura e ensaio) à estréia de um espetáculo, passando pelas peculiaridades arquitetônicas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e pelos fundamentos do gênero. O programa trata ainda de aspectos históricos como a fundação de companhias como o Teatro Brasileiro de Comédia e o Teatro de Arena, além de assinalar a dramaturgia e os novos métodos de produção do teatro brasileiro moderno.
A Face e a Máscara Vicente Marques , RJ, 1974
A Linguagem do Teatro João Betencourt , RJ, 1966
Teatro Brasileiro: Novas Tendências Olney São Paulo , RJ, 1975
Teatro Brasileiro: Origem e Mudança Olney São Paulo , RJ, 1964
Teatro Municipal Ruy Santos , RJ, 1974
Tempo total aproximado do programa: 66 minutos.

Crítica
"Bastidores do Teatro"
Fernando Veríssimo
Este programa traz uma série de cinco curtas-metragens produzidos pelo Departamento do Filme Educativo (DFE), órgão do Instituto Nacional do Cinema (INC), subordinado ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Trata-se, portanto, de uma sessão de filmetes educativos, um gênero que tem longa trajetória no cinema brasileiro, e que contou com talento muitos ao longo da sua história, dos quais o mais importante, sem dúvida alguma, é Humberto Mauro (que dirigiu mais de duas centenas de curtas didáticos, após assumir a chefia da seção técnica do INCE, órgão que antecedeu a criação do INC).O primeiro filme apresentado no programa. A Linguagem do Teatro, dirigido por João Bethencourt, é um registro dos preparativos da montagem de 1966 de A Mulher de Todos nós, adaptação de Millôr Fernandes para a peça de Henri Becque. Mais para o documentário que para o filme educativo – o texto da narração de Jorge Dória parece forçado no didatismo -, o curta apresenta imagens preciosas dos ensaios de Sergio Brito e Fernanda Montenegro (no papel que lhe valeu um prêmio Molière) dirigidos por Fernando Torres.Em seqüência, o programa traz dois filmes da série Teatro Brasileiro, dirigidos e roteirizados por Olney São Paulo em 1974. o primeiro, chamado Origem e Mudança, faz um breve resumo da história do teatro nacional, a partir dos primeiros movimentos que começaram a se afastar do teatro romântico do século XIX, já na década de 1930. São rapidamente contemplados o Teatro Social de Joracy Camargo, o Teatro do Estudante, de Pascoal Carlos Magno e o grupo Os Comediantes (com depoimentos de Luisa Barreto Leite), e o impacto de sua montagem de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. O filme se estende à criação do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), do qual Paulo Autran sai em defesa.O segundo filme da série, Novas Tendências, começa onde o outro termina: a primeira montagem do texto deflagador do teatro popular, O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, em 1957. com depoimentos de Gianfrancesco Guarnieri (Eles não usam Black-tie, 1958), e Flávio Rangel (falando de sua experiência do TBC, Pagador de Promessas, e a colaboração com Millôr em Liberdade, Liberdade), o curta se encerra com registro de Roda Viva por José Celso Martinez Correa, e discussão sobre a influência do movimento tropicalista. A montagem de Severino Dada e a narração sempre sóbria de Paulo César Peréio garantem a fluidez dos dois filmes.Os dois últimos curtas têm como grande interesse o aspecto histórico. A Face e a Máscara, realizado pelo Curso Prático de Cinema e por alunos da Escola de teatro da FEFIEG (Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara), não esconde seu amadorismo, mas tem interesse o registro de época. Também apresenta uma ou outra curiosidade que pode atrair o espectador para Teatro Municipal, de Ruy Santos, que, com texto algo pretensioso (narrado por Sergio Chapelin), apresenta a arquitetura e a história do Teatro Municipal do Rio de Janeiro a partir da visita de uma jovem fascinada.
(Texto: Programadora Brasil)

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
AUDITÓRIO DO IAP
(INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ - AO LADO DA BASÍLICA)
"BASTIDORES DO TEATRO"
SEGUNDA-FEIRA DIA 17/05/10
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA
PROGRAMAÇÃO : IAP/PROGRAMADORA BRASIL

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"JOHNNY VAI À GUERRA" DE DALTON TRUMBO DIA 10/05/10

"JOHNNY VAI Á GUERRA"
Original:Johhny Got His Gun –EUA, 1971
Direção e roteiro de Dalton Trumbo
Elenco: Don Barry, Timothy Bottons,Craig Bovia, Peter Brocco, Kendel Clark, Eric Christmas,Kathy Fields, Donald Sutherland, Jason Robards.
Argumento: O soldado americano Joe Bonham é ferido gravemente em um combate durante a 1ª. Guerra Mundial. Ele consegue sobreviver sem os seus principais sentidos: não vê, não fala nem pode usar braços e pernas, pois foram cortados. É um tronco pensante que tenta se comunicar com o mundo através do tato. As “mensagens” são pedidos de eutanásia, mas os médicos e enfermeiras lutam para que “Johnny” continue vivo.
Importância Histórica : O diretor Dalton Trumbo(1905-1976) era um conhecido roteirista quando foi perseguido pelo “maccarthismo”, a caça aos artistas de esquerda promovida pelo senador Joe McCarthy. Ele chegou a usar pseudônimo mas a carreira só foi retomada quando Kirk Douglas o convidou para escrever o roteiro de “Spartacus”(o filme que Douglas produziu e Stanley Kubrick dirigiu). Em 1971, Trumbo resolveu dirigir uma história que escrevera muitos anos antes e denunciava o armamentismo, as guerras de um modo geral, a desumanização que sentiu na pele. O seu único filme deu-lhe um prêmio em Cannes e vários outros em diversas mostras sendo inclusive candidato ao Globo de Ouro. Além disso, comoveu as platéias mundiais.

SESSÃO ACCPA/IAP
"JOHNNY VAI À GUERRA"
Cineclube Alexandrino Moreira
(Auditório do IAP - Instituto de Artes do Pará - ao lado da Basílica de Nazaré)
Segunda Dia 10/05/10
Horário : 19 h
Entrada Franca
Após o filme, debate entre o público presente e os críticos da ACCPA

PROGRAMAÇÃO : ACCPA (ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DO PARÁ)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

"CRONICAMENTE INVIÁVEL" DE SÉRGIO BIANCHI DIA 03/05/10 ÀS 19 H


"CRONICAMENTE INVIÁVEL"
Direção : Sérgio Bianchi
Ano de Produção: 2000
Com Cécil Thiré, Dira Paes, Betty Goffmane Daneil Dantas
Sinopse : Tendo como pano de fundo a vida de seis personagens, Cronicamente Inviável mostra a árdua tarefa de sobreviver física e mentalmente em meio ao caos da sociedade brasileira; dificuldade esta que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. As situações abordadas têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, cujo dono é um homem de meia idade, refinado e acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Um escritor que realiza um passeio pelo país, buscando compreender os problemas de dominação e opressão social. Um garçom que se destaca por sua descendência européia, aspecto físico, boa instrução e insubordinação. Uma rica carioca preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. Seu marido acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. E a gerente do restaurante, uma pessoa cativante, com um passado encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante.

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
(AUDITÓRIO DO IAP - INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ)
"CRONICAMENTE INVIÁVEL"
SEGUNDA-FEIRA DIA 03/05/2010
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"DERZU UZALA" DE AKIRA KUROSAWA DIA 26/04/10 ÀS 19 H

"DERSU UZALA"
URSS 1974
Direção de Akira Kurosawa
Roteiro de Kurosawa e Yuri Nagibin.
Fotografia de Asaku Nakai, Yuri Gantman e F. Dobronravov.
Elenco: Maxin Munzuk, Yuri Solomin.
Argumento: Derzu Uzala é um camponês mongol que serve de guia a um oficial russo encarregado de fotografar áreas da Sibéria. Homem ligado à natureza, ele é avesso às mudanças operadas pelas diferenças culturais. Adotado por um militar, não consegue se adaptar na vida da cidade e volta à floresta, onde percebe os caminhos de seu destino.
Importância Histórica : Kurosawa tentou o suicídio quando entrou em depressão depois de ter feito “Dodeskaden”(1970). Sua reabilitação deu-se graças aos produtores russos que o convidaram para fazer “Dersu Uzala” na Sibéria. O filme ganhou o Oscar da categoria “estrangeiro” e vários prêmios internacionais. De uma beleza plástica extraordinária cativou o público pela primorosa narrativa e pelo desempenho de Maxin Munzuk, um nome que se confundiu com o personagem que interpreta.Entre nós “Derzu Uzala” inaugurou o Cinema 2 numa noite histórica em 1978.
SESSÃO ACCPA/IAP
"DERZU UZALA"
SEGUNDA DIA 26/04/10
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE O PÚBLICO E OS CRÍTICOS DA ACCPA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA

terça-feira, 13 de abril de 2010

"O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATHEUS" DE PASOLINI DIA 19/04/10

"O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS"
Original: Il Vangelo Secondo Mattheo-Itália,1964
Direção e roteiro de Píer Paolo Pasolini
Fotografia de Tonino Delli Colli
Música de Luis Bacalov
Direção de arte de Dante Ferretti
Produção de Alfredo Bini.
Elenco: Enrique Irazoqui, Margherita Caruso,Susanna Pasolini(como Maria adulta), Marcello Morante.
Argumento: Os últimos anos de Jesus Cristo na Terra como foram registrados no Evangelho de S. Mateus.
Importância Histórica: Pasolini, cineasta, escritor e poeta italiano dizia-se ateu mas fez o que o próprio Vaticano afirmou ser “um dos melhores filmes sobre religião feitos em todos os tempos”. Ele dedicou o trabalho “à doce memória de João XIII”(o papa do Concilio Vaticano II). Com musica africana e filmagem em locação num deserto, usou atores não profissionais e segundo os críticos uma “visão neo-realista da Vida de Cristo”.
O filme ganhou o Oscar de película estrangeira e o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza.

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
AUDITÓRIO DO IAP (INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ)
"O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATHEUS"
SEGUNDA DIA 19/04/2010
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE OS CRÍTICOS DA ACCPA E O PÚBLICO PRESENTE

PROGRAMAÇÃO :
ACCPA (ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DO PARÁ)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

"O HOMEM QUE VIROU SUCO" COM JOSÉ DUMONT DIA 12/04/10

"O HOMEM QUE VIROU SUCO"
Direção : João Batista de Andrade
Ano de Produção :1981
Com José Dumont e Célia Maracajá
Sinopse : Deraldo, poeta popular recém-chegado do Nordeste a São Paulo, sobrevivendo de suas poesias e folhetos é confundido com o operário de uma multinacional que mata o patrão na festa que recebe o título de operário símbolo. O filme aborda a resistência do poeta diante de uma sociedade opressora, esmagando o homem dia-a-dia, eliminando suas raízes.
PREMIAÇÕES :
Festival Internacional de Moscou (1981):
Recebeu a Medalha de Ouro (Melhor Filme)
Festival de Gramado (1981):
Venceu nas categorias de Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Ator Codjuvante.
Festival de Brasília (1980):
Venceu na categoria de Melhor Ator
Festival Internacional de Huelva (1981) (Espanha):
Venceu na categoria de Melhor Ator
Juventude Soviética - Moscou (1981):
Recebeu o Prêmio Mérito Humanitário
Festival de Nevers (1983):
Venceu nas categorias de Melhor Filme e Prêmio da Crítica
Outros prêmios?
Prêmio Qualidade Concine (1983) (Brasil)
Prêmio São Saruê, concedido pela Federação dos Cineclubes do Rio de Janeiro (1983)

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
AUDITÓRIO DO IAP
"O HOMEM QUE VIROU SUCO"
SEGUNDA DIA 12/04/10
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA